A viagem consolidou o compromisso de escuta firmado pelo deputado na proposição da Câmara Setorial Temática Relação entre a Consciência e os Valores Humanos com a Agricultura Familiar, a CST da Agricultura Familiar
O Deputado Júlio Campos percorreu oito municípios do Noroeste de Mato Grosso para ouvir as demandas da agricultura familiar. A viagem técnica de cinco dias foi finalizada neste domingo (5/3), e integrou os trabalhos da CST da Agricultura Familiar, que deve seguir para finalização do seu relatório final após reuniões com agricultores de cinco regiões de Mato Grosso.
A primeira viagem técnica passou pelas cidades de Alta Floresta, Nova Canãa, Carlinda, Nova Bandeirante, Cotriguaçu, Nova Monte Verde, Juruena e Paranaíta, onde agricultores, empresários e gestores públicos foram ouvidos pelo Deputado Júlio Campos e sua equipe. Também foram executadas ações de fortalecimento das cadeias locais com a distribuição de 500 mil mudas para mais de 15 municípios.
“O café têm se mostrado ótimas alternativas para os agricultores familiares, pois com preço destacado no mercado internacional garantem um retorno financeiro estável e a possibilidade de consórcio com outras culturas. Um hectare de café rende até 60 mil reais para uma família. Viemos distribuir as mudas como forma de apoio a esse setor tão importante de nossa economia. A garantia de renda é o que fixa o agricultor na terra, esses homens e mulheres com calos na mão que são os que vivem diretamente da terra. Além deste ano, me comprometo ano que vem em apoiar a distribuição de mudas de cacau”, afirmou o deputado Júlio Campos durante evento que finalizou as viagens técnicas no domingo.

A proposta é que outras três regiões sejam visitadas até a finalização do relatório final. A regularização fundiária, principalmente dos assentamentos rurais, e o acesso irrestrito à assistência técnica foram as principais demandas debatidas na reunião de encerramento da CST da Agricultura Familiar, em 9 de fevereiro, proposta pelo deputado Júlio Campos e conta com a presidência do ex-senador José Lacerda.
A desigualdade de acesso a políticas públicas também foi debatida nas reuniões da CST. Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas, segundo dados do IBGE, a realidade social do campo é distinta. Hoje, cerca de 40% dos agricultores familiares vivem abaixo da linha da pobreza.
“Também percebemos nas reuniões que além da desigualdade, a regularização fundiária é outra demanda urgente. Dos 608 assentamentos existentes em Mato Grosso, aproximadamente 500 ainda não receberam o título definitivo da terra, o que dificulta o acesso ao crédito e a investimentos”, afirmou o deputado Júlio Campos.
As próximas viagens devem seguir pelas regiões Sudeste, Nordeste e municípios da Baixada Cuiabana. O relatório final deverá ser concluído em maio.
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