Legislação de autoria do deputado estadual Júlio Campos cria política para estabelecer zonas de contenção e vigilância em casos de suspeita ou confirmação de gripe aviária em Mato Grosso. A Lei nº 13.236 de 2026, sancionada pelo governo estadual, institui o Programa Estadual de Resposta Rápida à Gripe Aviária no Estado de Mato Grosso.
O deputado é autor de outras 36 leis estaduais e de um Projeto de Lei Complementar. Ele possui 1.698 proposições em tramitação, incluindo 176 projetos de lei, 29 projetos de resolução sobre pedidos diretos ao Executivo e 865 indicações em seu primeiro mandato no legislativo mato-grossense.
A nova legislação tem como objetivo conter os recentes casos da doença registrados em Mato Grosso. Em dezembro de 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o primeiro caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência em uma propriedade localizada em Cuiabá. Em 2026, foi constatado um novo foco em Acorizal. Ambas as áreas de contaminação estão fora da região de produção avícola industrial.
A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. Sua transmissão depende do contato direto com aves doentes ou com suas fezes, saliva e secreções respiratórias.
“Mato Grosso é um dos maiores produtores comerciais de aves. Precisamos criar mecanismos para proteger a saúde da população e dos negócios associados a essa atividade, que podem estar ameaçados pela gripe aviária”, afirmou o deputado Júlio Campos.
O estado produz mais de 53 milhões de aves comerciais (galináceos), segundo dados oficiais do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), que apontam que o setor está concentrado em 61 municípios e reúne 342 estabelecimentos rurais focados na atividade.

A nova legislação, além de criar mecanismos de prevenção à doença, garante a destinação de recursos emergenciais do Fundo Estadual de Sanidade Animal (ou instrumento equivalente) para ações de contenção; promove campanhas educativas para produtores, trabalhadores rurais e a população em geral; e cria uma central de monitoramento integrada ao Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet).
Também fica determinado que o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) deve realizar barreiras sanitárias móveis ou fixas, com mecanismos de descontaminação de veículos, equipamentos e cargas oriundas de regiões com ocorrência de gripe aviária, conforme critérios de risco definidos pela autoridade sanitária estadual.
A Gripe Aviária
As aves são hospedeiros naturais da influenza aviária, principalmente as aquáticas selvagens, como gansos, pelicanos e garças. Em suas migrações, esses animais contraem e espalham o vírus. O patógeno é excretado por aerossóis respiratórios, muco e fezes da ave infectada e, por isso, aves domésticas, como galinhas, perus e galinhas-d’angola, podem se infectar se houver contato.
A influenza aviária é conhecida mundialmente como Influenza A Viruses (pela sigla IAV). Trata-se de um tipo de gripe zoonótica (animal) que afeta sobretudo aves selvagens e domésticas, tendo como agente responsável um ortomixovírus.
A doença também pode contaminar humanos, embora existam poucos casos relatados no mundo e nenhum no Brasil. O H5N1 é um dos vários vírus da gripe que causam uma doença respiratória altamente infecciosa em aves. Infecções em mamíferos, incluindo humanos, também foram documentadas. A infecção pelo vírus da gripe H5N1 pode causar uma série de enfermidades em seres humanos, de leves a graves, e, em alguns casos, pode até ser fatal.
Segundo o Instituto Butantan, o vírus Influenza A/H5 está em constante evolução e tem potencial de se tornar transmissível de pessoa para pessoa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o controle da gripe aviária como uma prioridade mundial.
O deputado Júlio Campos lançou durante os festejos de São Benedito, que aconteceram durante este mês de julho, uma campanha em prol da arrecadação de fundos para a reforma da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, a mais tradicional e antiga de Cuiabá.
“É o nosso mais importante patrimônio cultural e religioso. A igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito faz parte da identidade do povo cuiabano, precisamos lutar para que ela seja reaberta e restaurada o quanto antes”, defende o parlamentar.


O deputado irá nos próximos meses solicitar que os parlamentares da Assembleia Legislativa destinem emendas de forma conjunta em prol do projeto de reforma encabeçado pelo padre Pedro Canísio.
As emendas poderão ser empenhadas e pagas ainda no ano de 2026, passado o período eleitoral.
A igreja está fechada há quase quatro anos, com pisos deteriorados, problemas no telhado e no sistema de refrigeração. O local não tem condições de receber fiéis e sua tradicional missa tem acontecido no pátio, em eventos como a Festa de São Benedito, ou na Capela de São Benedito, em dias de semana.
A reforma já foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) (Iphan), mas ainda não há o recurso de cerca de R$ 9 milhões.
A igreja foi interditada pela Defesa Civil em 2022, por questões de segurança relacionadas ao piso que está cedendo e ao telhado que segue muito danificado. O projeto foi autorizado pelo Iphan e prevê a manutenção dos reparos para que a igreja não se degrade novamente.
Segundo o padre Pedro a nova reforma prevê a manutenção do que for restaurado, evitando que o prédio se degrade novamente.
A igreja
A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas o bandeirante Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região.
Com fachada típica da arquitetura colonial brasileira, a igreja conta com decoração barroca–rococó nos altares do interior, com rica talha dourada e prateada, única com esses detalhes no país. Construída inicialmente com a técnica da taipa de pilão, passou por várias reformas, incluindo uma que transformou sua fachada em neogótica, entre as décadas de 1920 e 1980, quando foi reformada e a arquitetura colonial resgatada.
A igreja foi tombada em 1975 como Patrimônio Cultural Nacional pelo IPHAN, em 1987 pela Fundação Cultural de Mato Grosso e incluída no perímetro tombado do Centro Histórico de Cuiabá em 1993. O local é palco da Festa de São Benedito, a mais longa comemoração religiosa do estado.
O deputado Júlio Campos foi um dos homenageados no aniversário de três décadas do Grande Templo de Cuiabá. A honraria foi entregue pelo pastor Silas Rodrigues de Souza, líder da Assembleia de Deus em Mato Grosso, em uma cerimônia no Grande Templo, neste sábado, 18/7.
“Participei com muita alegria da celebração dos 30 anos do Grande Templo da Assembleia de Deus de Cuiabá, uma data que marca a fé, a história e o compromisso desta igreja com o povo mato-grossense. Como governador, em 1984, tive a honra de viabilizar a doação da área onde hoje está construído este grande templo, um marco de fé para milhares de famílias”, afirmou o parlamentar.

O Grande Templo da Assembleia de Deus está localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça. Sua construção foi liderada pelo falecido pastor Sebastião Rodrigues de Souza e contou também com a aquisição de diversas áreas pela própria Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus do Estado de Mato Grosso (Comademat).
Situado no centro da cidade, o local é o maior templo religioso da América Latina, com capacidade para 35 mil pessoas. Sua construção começou em 1985 e a inauguração ocorreu em 1996, tornando-se um marco importante para a igreja no estado.
“Reafirmo meu compromisso de continuar trabalhando em defesa dos valores cristãos e ao lado da Assembleia de Deus e de todas as igrejas que promovem o bem e fortalecem a nossa sociedade. Que Deus continue abençoando Mato Grosso e todos os irmãos da Assembleia de Deus”, afirmou Júlio Campos durante o evento. A solenidade contou com a presença do ex-governador Mauro Mendes e de sua esposa, Virgínia Mendes, além do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, e de outros parlamentares estaduais.
A doação do terreno, autorizada no governo de Júlio Campos, foi executada pela Lei nº 4.843, de 10 de maio de 1985. De acordo com o texto legal, a área doada à igreja possui 30 mil metros quadrados.
Fotos: Edson Rodrigues/Assessoria
Na sessão desta quarta-feira (15/7), o deputado Júlio Campos propôs que Diamantino, a 182 quilômetros de Cuiabá, seja elevada a capital simbólica de Mato Grosso em 2028. O projeto de lei apresentado por Júlio Campos pede que o município seja declarado capital durante as comemorações do Tricentenário de sua fundação, entre 18 e 24 de setembro de 2028.
“Durante o mês de março, Vila Bela da Santíssima Trindade, por conta de seu aniversário e importância histórica, se torna capital simbólica do Estado. Acredito ser importante, dada a relevância histórica, que Diamantino receba esse reconhecimento”, afirmou o deputado Júlio Campos.
Diamantino tem passado por um intenso processo de revitalização de seu Centro Histórico pelo governo municipal, através dos profissionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A proposta do deputado Júlio Campos também reconhece as comemorações do Tricentenário de Diamantino como Patrimônio Cultural, Histórico e Cívico de Interesse Estadual, em razão de sua relevância para a formação histórica, política, econômica, social e cultural de Mato Grosso.
O município foi rota da linha telegráfica instalada pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon e recebeu expedições do Barão Langsdorff, de Castelnau, Bartolomeu Bossi e Theodore Roosevelt.
O Projeto de Lei teve origem a partir de um pedido da Câmara Municipal de Diamantino.
Fundado em 18 de setembro de 1728, Diamantino já foi conhecido como “Arraial do Ouro” e figura entre os municípios mais antigos de Mato Grosso e do Centro-Oeste brasileiro. Sua história confunde-se com a própria ocupação do território mato-grossense, tendo desempenhado papel relevante na expansão das fronteiras, na consolidação das instituições públicas e no desenvolvimento econômico do Estado.
A cidade viveu seu apogeu entre o século XVIII e a primeira metade do século XIX, atraindo expedições de cientistas, comerciantes e milhares de migrantes. Diamantino tem posição geográfica singular, servindo como o divisor natural de águas entre duas das maiores bacias hidrográficas da América do Sul: a Amazônica e a Platina.
Hoje o município se consolida como importante referência regional, destacando-se atualmente pelo agronegócio, agricultura familiar e pecuária.
O município ainda conserva heranças vivas do período colonial, como o casario e os casarões do Centro Histórico, a histórica Igreja Matriz Imaculada Conceição, erguida originalmente em 1820, e a Serra Calçada, antiga via de pedra por onde escoavam os impostos da Coroa Portuguesa (o “quinto”), conhecida como Estrada Real e que vem sendo consolidada como uma importante rota turística na região.
Revisão territorial
O deputado também se pronunciou sobre a visita técnica à região de Poxoréu e Primavera do Leste na próxima quinta-feira (16). A agenda de inspeção foi um dos resultados da reunião da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que aconteceu nesta terça-feira (14). A visita técnica à região de Poxoréu e Primavera do Leste foi realizada para analisar o pedido de revisão dos limites utilizados no Estudo de Viabilidade Municipal e esclarecer dúvidas da população sobre a proposta de desmembramento de parte da área de Poxoréu para Primavera do Leste.
A decisão sobre a incorporação também dependerá de plebiscito único entre os eleitores dos dois municípios, previsto para ocorrer nas eleições gerais de 2026.
Foto: Edson Rodrigues/Assessoria
Júlio Campos reafirma o seu compromisso de apoiar a luta contra a violência e o feminicídio em Mato Grosso. Nesta sexta-feira (10), o deputado participou da inauguração do Projeto Florescer, do Instituto Virando Páginas, para o apoio às mulheres vítimas de violência doméstica em Santo Antônio do Leverger, a 33 quilômetros da capital mato-grossense.
O projeto Florescer será executado pela Secretaria de Assistência Social do município. A ação passa a ser, a partir desta sexta-feira, um novo ponto de acolhimento às vítimas e suas famílias em situação de vulnerabilidade na cidade.
O deputado Júlio Campos é autor de sete projetos de lei para combater o feminicídio e a violência de gênero no estado. O parlamentar legislou em prol da prioridade e gratuidade na emissão de documentos para vítimas de violência doméstica e da lei que institui diretrizes para a Política Estadual de Capacitação Humanizada e Prevenção da Revitimização no Atendimento às Vítimas de Violência Sexual. Além disso, propôs a Política Estadual de Proteção às Mulheres em Território de Mineração e a implantação do dispositivo de segurança “botão de pânico” em banheiros femininos de espaços públicos. Outra proposta de destaque é o projeto de lei que institui o Selo “Florir” no âmbito de Mato Grosso, destinado a reconhecer empresas públicas e privadas que contratarem mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, ajudando-as a recomeçar a vida.
Durante sua fala no evento, o parlamentar relembrou os números trágicos relacionados à violência contra a mulher no estado. Mato Grosso é considerado um dos lugares mais violentos do país para as mulheres, liderando o ranking nacional de taxas proporcionais de feminicídio nos últimos anos, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Este mês já foram registrados 25 feminicídios no estado, sendo sete apenas no início de julho. Eu fico muito triste quando vejo essas estatísticas. Hoje, o Brasil precisa mudar suas leis, punir com mais rigor o feminicídio e proteger suas mulheres. É nosso dever moral”, afirmou o deputado Júlio Campos.


O país registra uma taxa alarmante de uma mulher morta a cada 5 horas e 25 minutos, o que representa aproximadamente quatro vítimas por dia. Os dados de Mato Grosso consolidados são do Observatório Caliandra, plataforma oficial mantida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A partir dessa semana uma assistente social ficará em apoio para receber as mulheres vítimas da violência. O Projeto Florescer é uma iniciativa criada para levar acolhimento, orientação e fortalecimento às mulheres dos pequenos municípios, especialmente aquelas que muitas vezes não encontram um espaço seguro de escuta, informação e apoio.
“Sabemos que muitas mulheres vivem situações de silêncio, insegurança emocional, dependência e falta de orientação, sem saber onde buscar ajuda ou apoio. Em cidades menores, essa realidade se torna ainda mais delicada pela ausência de estruturas especializadas e pela dificuldade de acesso à informação. O Projeto Florescer nasce com um olhar humano, preventivo e acolhedor. A proposta é a implantação de pequenas salas de acolhimento nos municípios, oferecendo um ambiente reservado, sensível e acessível, onde mulheres possam ser ouvidas, orientadas e fortalecidas através de informação, escuta qualificada e encaminhamentos quando necessários”, explica Iracilda Botelho, do Instituto Florescer.
Mais do que um espaço físico, o projeto representa uma mão estendida. Um lugar de cuidado, dignidade e esperança.
“Quando a informação chega, a esperança nasce. E quando uma mulher encontra apoio, ela descobre que não está sozinha.”, explica Iracilda Botelho.
Fotos: Edson Rodrigues e Assessoria
O deputado Júlio Campos defendeu campanhas de conscientização, diagnóstico e prevenção precoce do câncer infantojuvenil em Mato Grosso. O pronunciamento ocorreu nesta quarta-feira (8/7), durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa do Estado (ALMT).
O Projeto de Lei apresentado pelo parlamentar integra seu compromisso com a pauta da saúde, um dos pilares de sua atuação. Em sua fala, Júlio Campos também apoiou e reforçou o pedido dos concursados da saúde pela convocação dos aprovados no último certame. Além disso, relembrou que Mato Grosso figura entre os líderes nacionais no ranking de diagnóstico e mortalidade por câncer infantojuvenil. Dados do Ministério da Saúde apontam a doença como a segunda causa de morte entre crianças e adolescentes no Brasil.
“Esse projeto é de vital importância porque aumentou muito o número de casos de câncer em crianças brasileiras e mato-grossenses. Ficamos constrangidos e penalizados ao visitar o Hospital do Câncer de Cuiabá e encontrar tantas crianças em tratamento. Nossa proposta visa ampliar o conhecimento sobre a doença, disseminar informações e incentivar o diagnóstico precoce, para que, ainda na infância, o pediatra faça exames investigativos. Isso vai acelerar o início do tratamento”, afirmou o parlamentar.
Para combater as altas taxas de mortalidade, a proposta prevê estimular as famílias a buscarem os serviços de saúde diante das primeiras suspeitas clínicas. A meta é fazer com que o Estado reduza o tempo entre o aparecimento dos primeiros sintomas, o diagnóstico e o início do tratamento.
“Mato Grosso é um estado rico e temos condições de, por meio do SUS, analisar essa propensão nas crianças e acelerar os diagnósticos, salvando vidas”, concluiu Júlio Campos.
Além de incentivar campanhas educativas e ações de conscientização, o projeto estimula a atuação integrada entre o Poder Público, instituições de ensino, unidades de saúde, entidades da sociedade civil e demais organizações comprometidas com a causa, potencializando a efetividade das políticas públicas já existentes.
Transplante
Durante a sessão, o deputado também solicitou uma Moção de Pesar pelo falecimento do cirurgião Silvano Raia, pioneiro mundial do transplante de fígado. Docente e ex-diretor da Faculdade de Medicina da USP, o médico faleceu aos 93 anos. Sua trajetória foi marcada pela vanguarda científica ao realizar o primeiro transplante de fígado com doador vivo do mundo.
“Tive a oportunidade de ser paciente do doutor Silvano, um profissional que exerceu a medicina no SUS e nunca cobrou consulta de seus pacientes. Seu legado se estende além da vida acadêmica em São Paulo e segue salvando vidas até hoje”, afirmou Júlio Campos.
O deputado Júlio Campos presidiu nesta terça-feira (7/7), audiência pública promovida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para discussão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO-692/2026) de 2027, apresentado pelo secretário-adjunto de Orçamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano.
Para o deputado Júlio Campos, que presidiu a sessão, o governo deve rever a proposta para possibilitar incluir a reivindicação dos servidores públicos estaduais de reajuste relacionado às perdas salariais que já somam mais de 19% dos salários.
“Os servidores estaduais foram os que mais tiveram perdas salariais no país. Mato Grosso há anos está com suas contas em dia, precisamos reajustar a remuneração de quem trabalha em prol do Estado”, afirmou Júlio Campos.
A proposta apresentada à Assembleia Legislativa pelo representante do governo prevê um orçamento de R$ 42,135 bilhões, com concessão da Revisão Geral Anual de 4,2% e proposta de isenção com renúncia fiscal de R$ 13,9 bilhões.

Segundo o estado, a disponibilidade financeira do Estado permanece superior ao montante da dívida consolidada bruta.
Fotos: Edson Rodrigues/Assessoria
Serão lançados no Casarão da Família Campos, na tradicional rua 24 de Outubro, atual Nuu Guarden, o livro e o documentário Mulheres nos Bastidores da Política: Amália Curvo de Campos. A cerimônia de lançamento acontecerá no dia 14 de julho, às 19h00.
As obras biográficas descortinam a história de uma das figuras femininas mais emblemáticas e influentes da história social e política mato-grossense.
O evento de lançamento será coordenado pelo jornalista Fernando Baracat, e contará com homenagem dos filhos e familiares da matriarca dos Campos.
De autoria dos escritores João Carlos Vicente Ferreira e Maria Rita Ferreira Uemura, o livro foi publicado pela Editora Memória Brasileira, com 160 páginas. O documentário de 20 minutos contou com direção do produtor Luiz Marchetti e foi guiado pelo roteiro do livro. Os projetos foram executados com apoio de Emenda Parlamentar do deputado Doutor João.
Muito além de registrar a árvore genealógica da família Campos, as obras resgatam a formação humana, a ética do trabalho e o pioneirismo de Dona Amália, que se tornou a matriarca de uma linhagem que ajudou a moldar os rumos de Mato Grosso.
Nascida em 1925 na Fazenda Jacundá, em Nossa Senhora do Livramento, Amália começou sua trajetória na simplicidade da vida rural e na dureza do trabalho no campo. A obra acompanha os principais deslocamentos e marcos de sua vida, desde a rápida alfabetização na infância até a mudança para Cuiabá, onde consolidou sua formação técnica em enfermagem na década de 1940. Exercendo a profissão em uma época em que o espaço público era majoritariamente masculino, Dona Amália transformou o cuidado com os enfermos e com a saúde materno-infantil em uma verdadeira missão de vida.



Após o casamento, em 1944, com Júlio Domingos de Campos, o “Seo” Fiote, Amália fixou residência em Várzea Grande. No balcão do comércio da família, a célebre casa atacadista “A Futurista”, ela dividia o tempo entre o atendimento aos clientes e o socorro aos doentes locais. O livro detalha como sua sensibilidade prática e capacidade de articulação foram determinantes para incentivar o ingresso do marido na política partidária e para consolidar o diretório do PSD na região.
Como primeira-dama de Várzea Grande na década de 1950, Dona Amália institucionalizou suas ações de assistência social e de saúde pública. Sua atuação obstinada foi o motor por trás da fundação da Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância e da construção do primeiro posto de saúde moderno do município, carinhosamente apelidado pela população de “O Postão”, marco que resiste na memória urbana até os dias atuais.
Durante a homenagem também será possível conhecer um pouco da intimidade do lar da matriarca, que conduziu com disciplina e afeto a criação de seus dez filhos. Sem nunca ter disputado um cargo eletivo, Amália exerceu o que os autores chamam de “arquitetura do poder invisível”, moldando os fundamentos de lideranças que chegaram ao topo do cenário político. Ela alcançou o feito raro na história republicana do país de ser mãe de dois governadores do estado de Mato Grosso, Júlio José de Campos e Jayme Veríssimo de Campos, além do prefeito de Jangada, Benedito Paulo de Campos e da vereadora Márcia Campos.
Rico em relatos orais, fotografias históricas e consultas a acervos documentais, Mulheres nos Bastidores da Política é um tributo às lideranças silenciosas que sustentam as grandes transformações sociais longe dos palanques. Trata-se de uma leitura indispensável para pesquisadores, historiadores e interessados em compreender a evolução política e a identidade cultural da Baixada Cuiabana e de Mato Grosso.
Segundo o diretor, Luiz Marchetti, o documentário foi uma oportunidade de complementar a narrativa visual do livro na construção do personagem e de sua importância para a história política e social de Mato Grosso.
Serviço:
O que: Lançamento do livro e documentário: Mulheres nos Bastidores da Política: Amália Curvo de Campos (Autores: João Carlos Vicente Ferreira e Maria Rita Ferreira Uemura) e do documentário (Direção Luiz Marchetti)
Quando: 14 de julho de 2026
Onde: Casarão da família Campos, atual Nuu Guarden, Rua 24 de Outubro, Cuiabá, Centro-Norte.
Horas: 19h









