O deputado Júlio Campos fez um apelo em prol do diálogo e do bom senso para que 700 famílias não percam suas casas em Várzea Grande, após uma decisão da Justiça que negou o direito destas ao Usucapião no bairro São Gonçalo.
“Esses cidadãos estão na região desde 1999. A Justiça e o Estado precisam ter bom senso e não despejar essas 700 famílias sem antes buscar um acordo”, defendeu o deputado Júlio Campos em plenário nesta quarta-feira (20/05).
A decisão da Justiça de primeira instância concedeu 60 dias para que as famílias deixem o local onde vivem há quase 30 anos, sob risco de uso de força policial em caso de descumprimento.
O processo foi movido por Silvio Pires da Silva, que afirma ser o proprietário do imóvel. A área foi adquirida por meio de leilão judicial em uma ação envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As famílias vivem em parte deste terreno de 28 hectares.
Na ação, os moradores não contestaram a propriedade formal do autor, mas alegaram ter direito à posse por usucapião. Eles afirmaram que ocupam o local desde 1999, de forma contínua e pacífica.
“O povo vive nessa área que era da antiga cerâmica Dom Bosco há décadas. Queria reforçar esse apelo ao Poder Judiciário de Mato Grosso em prol de compreensão e pela não desocupação que vai afetar de forma muito negativa a vida dessas famílias. Ainda há a possibilidade de acordo com os posseiros. Tanto o Tribunal de Justiça quanto o Estado têm instrumentos para resolver o problema fundiário da região do São Gonçalo em Várzea Grande sem prejudicar o povo”, concluiu o deputado.
Nesta quarta-feira (20/05) o deputado Júlio Campos apresentou um Projeto de Lei para a instalação de banheiros para atender a população não-binária e trans em Mato Grosso. A proposta visa promover dignidade, segurança, privacidade e respeito à identidade de gênero, diante de uma realidade social que frequentemente expõe pessoas transexuais a situações de constrangimento, discriminação e vulnerabilidade em espaços públicos.
“Esse projeto representa a sensibilidade desta Casa frente a esse tema que envolve muitas famílias mato-grossenses.”, afirma Júlio Campos.
Segundo estudo publicado na revista científica Scientific Reports, da editora Nature, realizado por pesquisadores brasileiros, estima-se que aproximadamente 2% da população adulta brasileira seja composta por pessoas transgênero ou não-binárias, representando cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil (Dados publicados pela UNESP).
“Em Mato Grosso são quase cem mil pessoas que precisam ser incluídas, para evitar constrangimento e violência. Apesar dos avanços sociais e institucionais relacionados à proteção da identidade de gênero, é notório que o uso de sanitários coletivos ainda constitui ponto de tensão social, gerando desconforto, insegurança e conflitos em determinados ambientes”, afirmou em plenário o deputado Júlio Campos.
O PL autoriza a implantação de sanitários destinados à utilização por pessoas transexuais em estabelecimentos públicos e de uso coletivo no Estado de Mato Grosso, observadas as normas de acessibilidade, segurança e disponibilidade estrutural.
Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ordenou que todos os tribunais brasileiros garantam o acesso a banheiros e vestiários de acordo com a identidade de gênero autodeclarada. Portanto, a luta pela igualdade de acesso a banheiros é um tema central nas discussões sobre direitos da população trans. O Supremo Tribunal Federal também já reconheceu que impedir pessoas trans de utilizar banheiros de acordo com sua identidade de gênero configura violação da dignidade humana e dos direitos da personalidade.
Diante dessa realidade, o presente Projeto de Lei busca oferecer alternativa facultativa e equilibrada, sem impor obrigação imediata de construção ou adaptação estrutural, autorizando a eventual implementação gradual de sanitários destinados à população transexual, conforme conveniência administrativa e disponibilidade orçamentária. A matéria encontra amparo na Constituição Federal, especialmente no princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no art. 1º, inciso III, bem como nos objetivos fundamentais da República de promover o bem de todos, sem preconceitos ou quaisquer formas de discriminação, nos termos do art. 3º, inciso IV.
O Projeto também se fundamenta nos direitos fundamentais à igualdade, à intimidade, à segurança e à proteção da dignidade da pessoa humana, previstos no art. 5º da Constituição Federal. Importante destacar que a proposição não cria órgãos, cargos, despesas obrigatórias imediatas ou atribuições administrativas específicas ao Poder Executivo, limitando-se a estabelecer autorização e diretriz de caráter geral, respeitando a separação dos poderes e evitando vício de iniciativa. Assim, a presente proposta busca conciliar respeito às diferenças, promoção da dignidade humana e pacificação social, dentro dos limites constitucionais da atuação legislativa estadual.
Nesta terça-feira (12) o deputado Júlio Campos participou de uma homenagem realizada pela Câmara e Prefeitura Municipal de Sorriso pelos 40 anos de criação e emancipação da cidade. Júlio Campos recebeu a Comenda “Filho Ilustre” do município.
A criação de Sorriso foi feita com a promulgação da Lei 5002, assinada pelo então governador Júlio Campos, em 13 de maio de 1986. “O ato foi fruto da mobilização dos cidadãos dessas 24 cidades que sofriam com a distância destes com os seus centros administrativos. Sorriso, por exemplo, pertencia ao município de Nobres. O Ato ajudou a criar mais infraestrutura e novos aparelhos de saúde e educação para os cidadãos dessas regiões, que hoje são potências do agronegócio e da economia mato-grossense”, afirma Júlio Campos, que visitou Sorriso acompanhado do senador Jayme Campos.
O decreto 5002 de 1986 foi um dos meus últimos atos no executivo estadual, antes de Júlio Campos deixar o governo, para concorrer a uma vaga de deputado constituinte.
Além de Sorriso, nasceram naquele 13 de maio, às cidades de Primavera do Leste, Marcelândia, Alto Taquari, Nova Xavantina, Terra Nova do Norte, Nova Olímpia, Nova Canaã do Norte, Indiavai, Peixoto de Azevedo, Peixoto de Azevedo, Comodoro, Vila Rica, Sorriso, Vera, Paranaíta, Itaúba, Araguaiana, Novo São Joaquim, Guarantã do Norte, Porto Alegre do Norte, Cocalinho, Reserva do Cabaçal, Porto Esperidião e Novo Horizonte do Norte e Figueirópolis.
As cidades representam mais de 15% dos 141 municípios de Mato Grosso.
Um projeto de Lei proposto pelo Deputado Júlio Campos deve instituir o Programa Estadual de Monitoramento e Redução da Exposição a Agrotóxicos, com a finalidade de prevenir riscos à saúde e ao meio ambiente, promover transparência de dados, proteger populações vulneráveis e incentivar práticas agrícolas de menor risco no Estado de Mato Grosso.
“Estamos usando substâncias que não sabemos como vamos lidar a longo prazo. A população carente é a mais vulnerável, pois para detectar esse tipo de contaminação é muito difícil e geralmente esse dano só aparece quando a pessoa está muito debilitada. Os altos índices de câncer infantojuvenil no estado – campeão nacional desta doença – também devem ser pesados. Precisamos urgentemente proteger a saúde da população de Mato Grosso”, diz o deputado Júlio Campos, autor do PL nº 89/2026, que está no Núcleo Social da Assembleia Legislativa aguardando tramitação.
Mato Grosso é o quarto no ranking do consumo de agrotóxicos no Brasil, respondendo por cerca de 9% a 10% da utilização nacional. O Brasil é o líder absoluto de consumo de agrotóxico no mundo, com alto consumo por hectare (10,9 kg/ha). O país não apenas lidera em volume, mas também apresenta uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola do mundo. Japão e França também possuem intensidades elevadas, mas o Brasil supera os EUA e a China em kg/ha.
Em 2023, o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA) identificou que há presença de agrotóxicos, como a Atrazina, nas águas dos municípios de Matupá e Marcelândia, a 717 km e 969 km de Cuiabá. A substância é proibida na União Europeia desde 2004, pois está associada à ocorrência de distúrbios endócrinos. No Brasil, a atrazina segue na lista dos cinco agrotóxicos mais vendidos anualmente.
São objetivos do Programa proposto por Júlio Campos: monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos em água, solo, ar e alimentos; mapear áreas e populações em situação de maior risco de exposição; produzir e divulgar dados públicos e periódicos sobre exposição e impactos à saúde; estabelecer diretrizes para a redução progressiva da exposição a produtos de maior toxicidade; promover ações educativas e preventivas voltadas a trabalhadores, produtores rurais e comunidades; e incentivar práticas agrícolas de menor risco ambiental e sanitário.
Serão priorizadas ações de proteção às populações vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes; gestantes;trabalhadores rurais; e comunidades localizadas próximas a áreas de aplicação de agrotóxicos.
“Pesquisas da Fiocruz já apontaram contaminação do leite das mães de Mato Grosso em algumas cidades onde o plantio de soja é intenso. Também tivemos acidentes muito ruins com a pulverização de cidades e escolas. Não podemos mais permitir que esse tipo de situação continue acontecendo”, diz Júlio Campos.
Por Deputado Júlio Campos
Um dos poucos heróis nacionais e o maior cidadão mato-grossense de todos os tempos faria hoje 161, anos. Nascido em Mimoso, Mato Grosso, em 1865, e falecido aos 92 anos no Rio de Janeiro, faltariam linhas para descrever o tamanho de Rondon.
Em um breve resumo, Cândido Mariano da Silva Rondon foi ex-militar, condecorado com mais de cinco medalhas internacionais, engenheiro e sertanista brasileiro, reconhecido mundialmente por proteger os povos indígenas sendo o idealizar o Parque do Xingu e patrono da arma de Comunicações do Exército Brasileiro, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por duas vezes, viajou com ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, em 1913 pelos rios de Mato Grosso, e também trouxe junto a Comissão das Linhas Telegráficas nomes com Luiz Bueno Horta Barbosa para estudar doenças tropicais da Amazônia, como a malária, entre tantas outros feitos que ecoam nos dias atuais, através do desenvolvimento de medicações, fundação de cidades e de um estado: “Rondônia”.
Quando governador (1983-86) uma das minhas ações foi justamente transformar o dia 05 de maio, no dia de Rondon. Por anos, aconteceram inúmeras solenidades na Praça Alencastro, encabeçadas pela Sociedade dos Amigos de Rondon, que teve como um dos seus presidentes o pesquisador Ramis Bucair, entidade da qual tenho a honra de ser também sócio-presidente de honra.

Apesar da extensa biografia, é muito triste perceber que nos esquecemos de nosso ilustre conterrâneo, o Marechal, cada vez menos lembrado entre as novas gerações. Apesar deste emprestar o seu nome a uma comenda na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, faltam iniciativas para trazer sua trajetória à luz dos dias atuais.
Rondon é inquestionavelmente um nome que faria bem aos jovens de Mato Grosso, cada vez mais carentes de heróis e bons exemplos. Mas, como engajar crianças e adolescentes se sequer temos um Museu dedicado ao nosso herói? O memorial Rondon ativo hoje está em Rondônia, muito distantes de sua terra natal.
Enquanto isso, nosso memorial, erguido na cidade natal de Rondon, segue fechado. Construído em meio às paisagens exuberantes do Pantanal mato-grossense, no distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, o Memorial Marechal Rondon é um espaço histórico e simbólico. Situado no lugar onde Rondon nasceu, abrigou objetos, fotografias, documentos e reproduções em um dos poucos espaços que ajudavam a contar a trajetória de um dos brasileiros mais respeitados internacionalmente, e que fez uma trajetória a partir do estudo, nascendo em uma família humilde em uma cidade do Pantanal.
Mas, o Memorial Rondon segue fechado, sem que os jovens tenham a oportunidade de conhecerem os caminhos de Rondon. Idealizado em 1997, no governo Dante de Oliveira, o Memorial teve obras iniciadas em 2001, na gestão do então governador Blairo Maggi e desde então acumula paralisações. A construção nunca foi concluída definitivamente. A reforma atual previa recuperação estrutural, revisão elétrica e hidráulica, climatização e melhorias na acessibilidade. A nova paralisação prolonga um ciclo que mantém fechado um espaço de importância histórica e cultural para Mato Grosso
Apesar da promessa de reinauguração, no aniversário de 161 anos do nosso Marechal, temos pouco a comemorar e a oferecer a sua memória.
Foi aprovado pela Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária do dia 14, o Projeto de Lei de número 1803/2025, que institui a Política estadual de inovação internacional e tecnologia sustentável no agronegócio, proposta pelo Deputado Estadual e engenheiro agrônomo, Júlio Campos.
O PL institui a política estadual de promoção da inovação internacional no agronegócio e na tecnologia sustentável, visando incentivar a inserção de produtores rurais, startups e empresas mato-grossenses em cadeias globais de valor, por meio de intercâmbio tecnológico, parcerias comerciais e cooperação institucional com mercados estratégicos, notadamente Oriente Médio, Ásia, África e América do Sul.
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Os principais objetivos da proposta são: promover a difusão e adoção de tecnologias sustentáveis no campo, com foco em irrigação inteligente, bioinsumos, inteligência artificial aplicada ao agro, rastreabilidade e eficiência energética; E também incentivar a internacionalização de micro, pequenas e médias empresas mato-grossenses; fomentar parcerias técnico-científicas com polos globais de inovação; apoiar ações de promoção comercial e tecnológica que resultem em aumento de exportações e atração de investimentos para o Estado.
“Mato Grosso se fosse um país seria o quarto maior produtor de grãos do mundo. Já somos referência nas inovações promovidas pela Embrapa e que tornaram possível o plantio de soja no Cerrado. Agora precisamos também evoluir para a sustentabilidade, pois hoje tudo tem que estar agregado às questões ambientais e climáticas. Com as mudanças climáticas nós temos que nos adaptar às novas tecnologias limpas e demandas internacionais de emissões para seguirmos competitivos no mercado internacional.”, afirmou o deputado Júlio Campos.
O PL considera a comercialização de Mato Grosso com mercados estratégicos globais, que são os que apresentem potencial de cooperação econômica, tecnológica ou comercial com o Estado, refletindo uma combinação dos seguintes fatores: Potencial de importação de alimentos, proteína e tecnologia agropecuária; que possam incentivar a internacionalização de micro, pequenas e médias empresas mato-grossenses; e também fomentar parcerias técnico-científicas com polos globais de inovação que resultem em aumento de exportações e atração de investimentos para o Estado.
Entre os mercados destacados pela proposta estão países do Oriente Médio, Ásia e América Latina, como Emirados Árabes, Kuwait, China, Índia, Indonésia, Marrocos, Egito, Chile, Colômbia e México.
O deputado pediu vistas de outra proposta que tramitava na Comissão, o Projeto de Lei nº 1725/2025, que institui a Política Estadual de Fomento à Nova Agricultura no Estado de Mato Grosso e dá outras providências, voltado principalmente para agricultura familiar e a sustentabilidade. A proposta cria mecanismos para também contemplar o produtor familiar e a agroecologia em ações de inovação e startups.
O PL nº 1725/2025, deve entrar na pauta da próxima reunião da Comissão, em 19 de maio, enquanto o PL 1803/2025, segue para votação no Plenário.
No início de abril, o deputado Júlio Campos entregou mais quatro emendas para apoiar a saúde de Mato Grosso. Foram pagos R$300 mil reais para os Fundos Municipais de Saúde de Luciara, Rondonópolis e Porto Estrela, e mais R$1 milhão para a Capital, Cuiabá.
“Minha principal bandeira sempre foi garantir que os mato-grossenses tenham acesso digno à saúde pública. Como idoso e transplantado, sei que ter acesso aos tratamentos médicos de prevenção e secundários é um dos grandes caminhos para dar dignidade às famílias, além de garantir os seus direitos constitucionais. Optei por destinar mais recursos para a Capital e Várzea Grande, pois são esses municípios que acabam recebendo pacientes do interior, tendo seus serviços e hospitais sobrecarregados. Regiões com hospitais de referência também tiveram aportes maiores”, afirma o deputado Júlio Campos.
Para Várzea Grande foram destinados R$1,5 milhão de custeio à saúde. Também foram pagas mais de R$10 milhões em emendas para 29 municípios.
Outros municípios que receberam apoio do deputado por meio de aportes nos seus Fundos Municipais de Saúde são: Itaúba, Nova Ubiratã, Acorizal, Juruena, Paranatinga, Lambari d’Oeste, Água Boa, Colniza, Barão, Diamantino, Guarantã do Norte, Boa Esperança do Norte, Chapada dos Guimarães, Novo Horizonte do Norte, Lambari D´Oeste, Cáceres, Salto do Céu, Denise, Cotriguaçu e São José do Rio Claro. SOS
SOS Samu – Na sessão de terça-feira (7/4) o deputado lamentou em plenário a atitude da secretaria de saúde de Mato Grosso que tirou 56 profissionais habilitados e preparados que tiveram os seus contratos sumariamente encerrados.
Para as emendas de 2026, o deputado reforça que seguirá apoiando os municípios mato-grossenses que exercem papel fundamental no atendimento preventivo e primário da população.
“Sigo cumprindo minha promessa de campanha que é destinar grande parte das emendas que tenho acesso à saúde. Também sigo atento à necessidade de apoiar Cuiabá e o Estado na garantia da continuidade do atendimento oferecido pelo Hospital Santa Casa, minha grande bandeira neste mandato.” afirma o deputado Júlio Campos, que defende apoio à Prefeitura da capital por parte dos 24 deputados estaduais, por meio da doação de 10% de suas emendas parlamentares para auxiliar na compra do hospital, uma entidade secular que tem o seu atendimento ameaçado por dívidas trabalhistas dos antigos gestores.
O Deputado Júlio Campos percorreu oito municípios do Noroeste de Mato Grosso para ouvir as demandas da agricultura familiar. A viagem técnica de cinco dias foi finalizada neste domingo (5/3), e integrou os trabalhos da CST da Agricultura Familiar, que deve seguir para finalização do seu relatório final após reuniões com agricultores de cinco regiões de Mato Grosso.
A primeira viagem técnica passou pelas cidades de Alta Floresta, Nova Canãa, Carlinda, Nova Bandeirante, Cotriguaçu, Nova Monte Verde, Juruena e Paranaíta, onde agricultores, empresários e gestores públicos foram ouvidos pelo Deputado Júlio Campos e sua equipe. Também foram executadas ações de fortalecimento das cadeias locais com a distribuição de 500 mil mudas para mais de 15 municípios.
“O café têm se mostrado ótimas alternativas para os agricultores familiares, pois com preço destacado no mercado internacional garantem um retorno financeiro estável e a possibilidade de consórcio com outras culturas. Um hectare de café rende até 60 mil reais para uma família. Viemos distribuir as mudas como forma de apoio a esse setor tão importante de nossa economia. A garantia de renda é o que fixa o agricultor na terra, esses homens e mulheres com calos na mão que são os que vivem diretamente da terra. Além deste ano, me comprometo ano que vem em apoiar a distribuição de mudas de cacau”, afirmou o deputado Júlio Campos durante evento que finalizou as viagens técnicas no domingo.

A proposta é que outras três regiões sejam visitadas até a finalização do relatório final. A regularização fundiária, principalmente dos assentamentos rurais, e o acesso irrestrito à assistência técnica foram as principais demandas debatidas na reunião de encerramento da CST da Agricultura Familiar, em 9 de fevereiro, proposta pelo deputado Júlio Campos e conta com a presidência do ex-senador José Lacerda.
A desigualdade de acesso a políticas públicas também foi debatida nas reuniões da CST. Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas, segundo dados do IBGE, a realidade social do campo é distinta. Hoje, cerca de 40% dos agricultores familiares vivem abaixo da linha da pobreza.
“Também percebemos nas reuniões que além da desigualdade, a regularização fundiária é outra demanda urgente. Dos 608 assentamentos existentes em Mato Grosso, aproximadamente 500 ainda não receberam o título definitivo da terra, o que dificulta o acesso ao crédito e a investimentos”, afirmou o deputado Júlio Campos.
As próximas viagens devem seguir pelas regiões Sudeste, Nordeste e municípios da Baixada Cuiabana. O relatório final deverá ser concluído em maio.
O deputado Júlio Campos comemorou a iniciativa do governo do estado, divulgada nesta quarta-feira (11/02) em aportar R$25 milhões para salvar o atendimento público e o prédio do Hospital Estadual Santa Casa. Garantir o atendimento de saúde pública da Santa Casa é a principal bandeira do deputado em seu mandato como parlamentar.
“Lutei tanto junto ao governo e a meus colegas parlamentares para que não fosse fechada a Santa Casa. Para que esta continuasse de portas abertas atendendo à população mato-grossense, pois embora tenham inaugurado o Hospital Central, obra iniciada no governo Júlio Campos (1984-86) e finalizada recentemente, com seus 220 novos leitos, os 198 leitos da Santa Casa não podiam ser fechados. E hoje, nesta data histórica, o governador Mauro Mendes junto ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, divulgam que irão conceder esse recurso”, afirmou Júlio Campos.
O prédio que abriga a Santa Casa está sendo leiloado pela Justiça do Trabalho para quitar dívidas trabalhistas da instituição, após acumular milhões em débitos trabalhistas com ex-funcionários.
O Tribunal Regional do Trabalho determinou a alienação judicial do imóvel em processo de venda com lance mínimo estabelecido. O imóvel da Santa Casa foi avaliado em R$78,2 milhões, valor que será para quitar dívidas trabalhistas. As primeiras tentativas de venda, no entanto, fracassaram por falta de interessados, e o processo evoluiu para a análise de propostas abaixo do valor de avaliação.

Nos últimos meses, vieram a público ofertas de entidades privadas, incluindo uma proposta em torno de R$ 20 milhões e outra de R$ 40 milhões, ambas ainda sob análise judicial e sem homologação.
A Prefeitura e o Estado têm direito de preferência na compra e com o recurso divulgado pelo governador Mauro Mendes será possível salvar a Santa Casa.
Apoio da Prefeitura
Recentemente uma articulação do deputado Júlio Campos junto ao prefeito Abílio Brunini, garantiu que a prefeitura de Cuiabá aporte também recursos para a Santa Casa. O prefeito divulgou que se tivesse apoio legislativo poderia fazer a prefeitura assumir os serviços da Santa Casa.
Antes da divulgação do apoio concedido pelo governo de Mato Grosso, o deputado Júlio Campos também havia se engajado em uma campanha para garantir que a Assembleia Legislativa aportasse o recurso complementar para apoiar a Prefeitura de Cuiabá com recursos para o Leilão.
“Minha campanha pedia para que todos os 24 parlamentares destinassem cerca de R$1,3 milhão em emendas para salvar o Hospital. Prometi ao senhor Jesus Cristo, que garantir o atendimento público da Santa Casa seria a minha principal bandeira como deputado estadual”, explicou Júlio Campos.
Com a oferta de pagamento único do Governador Mauro Mendes, a Santa Casa seguirá sob administração estadual.

Hospital bicentenário
Garantir o atendimento da Santa Casa é fundamental para a saúde pública em Mato Grosso. Segundo o secretário de Estado Saúde, os serviços oferecidos na unidade, de oncologia e nefrologia, não poderiam ser transferidos para outro local, como o Hospital Central, que era a ideia inicial do Governo Mauro Mendes. A Santa Casa continuará ofertando esses dois serviços e manterá outros, que ainda serão definidos após a aquisição.
A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi fundada por volta do século XVIII-XIX, no Período Colonial. Sua inauguração ocorreu em 8 de dezembro de 1817. O prédio conta com uma arquitetura colonial e foi projetado para abrigar amplas salas de enfermarias. Em meados de 1970, o hospital integrou serviços terceirizados, que hoje formam o complexo da Santa Casa. Sua fachada, por sua importância cultural, foi tombada como Patrimônio Cultural de Mato Grosso em 8 de junho de 1998.
“Independente do aporte do estado eu como deputado estadual vou seguir destinando R$1,3 milhão em emenda para que o hospital Santa Casa siga com o seu atendimento. O patrimônio cultural da Santa Casa vai ser preservado e seus serviços ampliados. Nessa data 11/02 tivemos uma grande vitória e a bandeira da luta pela Santa Casa venceu!”, concluiu o deputado Júlio Campos durante a cerimônia no Palácio Paiaguás.
Em pronunciamento na Sessão desta quarta-feira (14), o deputado Júlio Campos defendeu que a Assembleia destine emenda de R$ 31,2 milhões de reais e apoie o pedido do Ministério Público salvar o Hospital Santa Casa.
“Se cada um dos deputados destinar cerca de R$ 1,3 milhão, teríamos recursos para garantir o funcionamento do hospital. Inclusive, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, me garantiu esta manhã que vai somar recursos aos da Assembleia para salvarmos a Santa.”, afirmou Júlio Campos em pronunciamento na Sessão.

Garantir a continuidade do atendimento à saúde pública ofertado pelo Hospital Santa Casa é uma das principais bandeiras do mandato do deputado Júlio Campos. “Precisamos salvar o nosso patrimônio histórico que presta relevantes serviços públicos as pessoas mais humildes de Cuiabá e de todo Mato Grosso e, que, há mais de dois anos está sob intervenção do estado. A Santa Casa vai além de um Patrimônio Cultural, existe todo um aparelhamento técnico voltado para saúde a ser considerado. Ali, são mais de cinco centros cirúrgicos, o melhor tratamento do câncer para as nossas crianças, temos centenas de equipamentos para a hemodiálise, além do pronto atendimento infantil”, afirmou o vice-presidente da ALMT.
O deputado também citou durante o seu pronunciamento a necessidade do legislativo responder a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso. A portaria do promotor Clóvis de Almeida Júnior, destinada a todos entes públicos com objetivo de promover a garantia da continuidade e efetividade da política pública de saúde e a preservação do patrimônio cultural da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá antes de abril, quando acaba o prazo final para que o Estado entregue a administração da Santa Casa.
Para evitar a deterioração do hospital, após a entrega estadual, e quitar dívidas trabalhistas de R$ 48 milhões, já aconteceram dois leilões da Santa Casa sem proponentes em 2025.
Avaliado em R$ 78 milhões, o primeiro Leilão foi em agosto com preço equivalente a 70% da avaliação de R$ 54,7 milhões. A segunda etapa de venda era voltada a iniciativa particular e ocorreu em outubro, com preço reduzido de R$39,1 milhões. Mas, nem essa redução atraiu interessados.A transferência dos serviços de saúde ofertados pela Santa Casa para o Hospital Central e outras unidades do estado começará em 19 de janeiro de forma escalonada até abril.
“Não é porque estamos felizes com a inauguração do Hospital Central que vamos abandonar a Santa Casa. Fui eu, como governador, em 1984, que idealizei e comecei a construção deste novo hospital, que infelizmente foi preterida por outros governos. Mas a proposta inicial sempre foi de aumento de leitos e não de substituição. Uma vez que a Capital sempre será sobrecarregada pela demanda que vem do interior. Mesmo com o Hospital Central, ainda precisamos da Santa Casa.”, concluiu o deputado Júlio Campos.

Entidade bicentenária
A história do Hospital Santa Casa de Mato Grosso (Cuiabá) começa no século XVIII, fundada por herança e inaugurada em 1817, sendo um marco da arquitetura colonial e o primeiro hospital da capital, com forte tradição filantrópica e atendimento ao SUS. A Santa Casa enfrentou graves crises financeiras que levaram à requisição pelo Governo em 2019, transformando-se no Hospital Estadual Santa Casa, focado em pediatria e alta complexidade, mantendo seu legado de solidariedade.









