O deputado Júlio Campos lançou durante os festejos de São Benedito, que aconteceram durante este mês de julho, uma campanha em prol da arrecadação de fundos para a reforma da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, a mais tradicional e antiga de Cuiabá.
“É o nosso mais importante patrimônio cultural e religioso. A igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito faz parte da identidade do povo cuiabano, precisamos lutar para que ela seja reaberta e restaurada o quanto antes”, defende o parlamentar.


O deputado irá nos próximos meses solicitar que os parlamentares da Assembleia Legislativa destinem emendas de forma conjunta em prol do projeto de reforma encabeçado pelo padre Pedro Canísio.
As emendas poderão ser empenhadas e pagas ainda no ano de 2026, passado o período eleitoral.
A igreja está fechada há quase quatro anos, com pisos deteriorados, problemas no telhado e no sistema de refrigeração. O local não tem condições de receber fiéis e sua tradicional missa tem acontecido no pátio, em eventos como a Festa de São Benedito, ou na Capela de São Benedito, em dias de semana.
A reforma já foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) (Iphan), mas ainda não há o recurso de cerca de R$ 9 milhões.
A igreja foi interditada pela Defesa Civil em 2022, por questões de segurança relacionadas ao piso que está cedendo e ao telhado que segue muito danificado. O projeto foi autorizado pelo Iphan e prevê a manutenção dos reparos para que a igreja não se degrade novamente.
Segundo o padre Pedro a nova reforma prevê a manutenção do que for restaurado, evitando que o prédio se degrade novamente.
A igreja
A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas o bandeirante Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região.
Com fachada típica da arquitetura colonial brasileira, a igreja conta com decoração barroca–rococó nos altares do interior, com rica talha dourada e prateada, única com esses detalhes no país. Construída inicialmente com a técnica da taipa de pilão, passou por várias reformas, incluindo uma que transformou sua fachada em neogótica, entre as décadas de 1920 e 1980, quando foi reformada e a arquitetura colonial resgatada.
A igreja foi tombada em 1975 como Patrimônio Cultural Nacional pelo IPHAN, em 1987 pela Fundação Cultural de Mato Grosso e incluída no perímetro tombado do Centro Histórico de Cuiabá em 1993. O local é palco da Festa de São Benedito, a mais longa comemoração religiosa do estado.


