O Governo de Mato Grosso prometeu reabrir, em até dois meses, o Memorial Marechal Rondon, considerado o maior centro cultural do Pantanal. Localizado no distrito de Mimoso, em Santo Antônio do Leverger, terra natal do sertanista, o espaço segue fechado há anos. A estrutura sofre com constantes paralisações em uma reforma que deveria ter sido entregue originalmente em dezembro de 2024.
A cobrança por explicações foi levada ao plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pelo deputado Júlio Campos. Mediante indicação encaminhada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o parlamentar cobrou esclarecimentos oficiais sobre os atrasos que mantêm o complexo inacessível à população.

Importância Histórica e Estrutura
Situado a 35 km de Cuiabá, em meio às paisagens do Pantanal mato-grossense, o museu possui alto valor histórico e simbólico. Antes do fechamento, o local abrigava um rico acervo com objetos pessoais, fotografias, documentos e reproduções que narravam a trajetória de Cândido Mariano da Silva Rondon. Nascido em uma família humilde da região, Rondon alcançou prestígio internacional por meio dos estudos e de suas expedições.
O projeto do memorial foi idealizado em 1997, na gestão de Dante de Oliveira, mas as obras só começaram em 2001, no governo de Blairo Maggi. Desde então, a construção acumula um histórico de interrupções e nunca foi definitivamente concluída. O contrato de revitalização atual prevê:
- Recuperação estrutural completa
- Revisão das redes elétrica e hidráulica
- Instalação de sistema de climatização
- Adaptações de acessibilidade
O Legado do Patrono
Marechal Rondon foi engenheiro, militar e sertanista brasileiro. Reconhecido mundialmente pela defesa dos povos originários, ele foi o idealizador do Parque do Xingu e indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Patrono da arma de Comunicações do Exército Brasileiro, seu impacto histórico estende-se à fundação de diversas cidades e do estado de Rondônia.
Para o deputado Júlio Campos, a demora na entrega prejudica a formação das novas gerações. “Rondon é inquestionavelmente um nome que faria bem aos jovens de Mato Grosso, cada vez mais carentes de heróis e bons exemplos. Mas como engajar crianças e adolescentes se o museu dedicado ao nosso herói não reabre? Espero que desta vez as promessas sejam cumpridas e possamos reaver o memorial em Mimoso, um ponto crucial para visitas escolares e valorização do nosso patrimônio cultural e natural”, cobrou o parlamentar


