Essa é a sexta Lei do deputado em prol da valorização e preservação das tradições culturais regionais
Sancionada em 27 de julho de 2026, a Lei nº 13.510, de autoria do deputado estadual Júlio Campos, oficializa a centenária Festa de São Francisco de Assis, em Chapada dos Guimarães, como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Estado de Mato Grosso, celebrando mais de 110 anos de devoção religiosa e união comunitária.
A nova legislação integra o trabalho do parlamentar para valorizar a identidade mato-grossense e incentivar a continuidade das tradições locais.
“Sem cultura, ficamos sem identidade. Nossas tradições religiosas vão além de expressões de fé; elas representam a alma do povo mato-grossense e o momento no qual manifestações como o cururu, o siriri e as cavalgadas e tantas outras são transmitidas entre gerações. É por isso que um dos meus legados como deputado estadual será deixar uma série de leis para proteger esse rico patrimônio cultural”, explica Júlio Campos.
Esta é a sexta lei proposta pelo deputado e sancionada em prol da salvaguarda da memória regional. Além de blindar a história local com a Lei nº 12.179/2023, que proíbe a alteração de nomes de bens públicos já concedidos como homenagem, o parlamentar promoveu o reconhecimento de grandes manifestações do estado. Sob sua autoria, também foram oficializadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Mato Grosso a tradicional Festa da Cavalhada de Poconé (Lei nº 12.319/2023), as celebrações da Festa de Nossa Senhora da Guia em Várzea Grande (Lei nº 12.499/2024), a histórica Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade (Lei nº 12.657/2024) e a consagrada Corrida de Reis (Lei nº 13.127/2025).
Com o novo texto legal, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso consolida no calendário oficial um dos eventos mais tradicionais da região.
Mais de um século de devoção

Celebrada há mais de cem anos, sempre no início de outubro, na comunidade da Ponte Alta, em Chapada dos Guimarães, a Festa de São Francisco possui raízes profundas na identidade cultural e religiosa dos chapadenses. A edição recente (2025) marcou a impressionante marca de mais de 111 anos de realização contínua, unindo gerações de fiéis, visitantes e moradores locais em torno de rituais de fé, cultura popular e confraternização.
A partir da sanção, o Poder Executivo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), passa a contar com o respaldo legal para adotar medidas de incentivo, preservação e apoio institucional voltadas à perpetuação e divulgação desta manifestação secular.
O reconhecimento reforça o compromisso do mandato do deputado Júlio Campos com as tradições do interior mato-grossense, garantindo que o legado histórico de Chapada dos Guimarães seja valorizado e transmitido às futuras gerações com o devido destaque estadual.
“A cultura é uma das maiores riquezas dos mato-grossenses e pode virar fonte de renda, profissão e enriquecer o nosso turismo. Um exemplo é o grupo Flor Ribeirinha, que ganhou pela quinta vez o campeonato internacional de folclore na Turquia. Eles serão sempre um grande incentivo para os jovens conhecerem e se apaixonarem pelo nosso siriri”, afirma Júlio Campos.
Festival de Cultura Popular

Além de legislar, o deputado Júlio Campos também destinou emendas parlamentares no valor de R$ 1,7 milhão para a realização do Festival Estadual de Cultura Popular de Mato Grosso.
O evento terá quatro dias de programação, com apresentações de artistas regionais, grupos folclóricos, feira de economia criativa e exposição de artes visuais. A expectativa informada no projeto é receber entre 6 mil e 10 mil pessoas.
“Há políticos que preferem destinar milhões para um artista de fora do estado vir aqui se apresentar. Mas para mim, temos que olhar também para os artistas regionais e apoiar essas manifestações tão importantes para a identidade mato-grossense. Além de uma grande festa, esse evento será uma forma de impulsionar o artesanato, a culinária regional e a gerar renda”, finaliza o parlamentar.


