O deputado Júlio Campos fez um apelo em prol do diálogo e do bom senso para que 700 famílias não percam suas casas em Várzea Grande, após uma decisão da Justiça que negou o direito destas ao Usucapião no bairro São Gonçalo.
“Esses cidadãos estão na região desde 1999. A Justiça e o Estado precisam ter bom senso e não despejar essas 700 famílias sem antes buscar um acordo”, defendeu o deputado Júlio Campos em plenário nesta quarta-feira (20/05).
A decisão da Justiça de primeira instância concedeu 60 dias para que as famílias deixem o local onde vivem há quase 30 anos, sob risco de uso de força policial em caso de descumprimento.
O processo foi movido por Silvio Pires da Silva, que afirma ser o proprietário do imóvel. A área foi adquirida por meio de leilão judicial em uma ação envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As famílias vivem em parte deste terreno de 28 hectares.
Na ação, os moradores não contestaram a propriedade formal do autor, mas alegaram ter direito à posse por usucapião. Eles afirmaram que ocupam o local desde 1999, de forma contínua e pacífica.
“O povo vive nessa área que era da antiga cerâmica Dom Bosco há décadas. Queria reforçar esse apelo ao Poder Judiciário de Mato Grosso em prol de compreensão e pela não desocupação que vai afetar de forma muito negativa a vida dessas famílias. Ainda há a possibilidade de acordo com os posseiros. Tanto o Tribunal de Justiça quanto o Estado têm instrumentos para resolver o problema fundiário da região do São Gonçalo em Várzea Grande sem prejudicar o povo”, concluiu o deputado.
Por Deputado Júlio Campos
Um dos poucos heróis nacionais e o maior cidadão mato-grossense de todos os tempos faria hoje 161, anos. Nascido em Mimoso, Mato Grosso, em 1865, e falecido aos 92 anos no Rio de Janeiro, faltariam linhas para descrever o tamanho de Rondon.
Em um breve resumo, Cândido Mariano da Silva Rondon foi ex-militar, condecorado com mais de cinco medalhas internacionais, engenheiro e sertanista brasileiro, reconhecido mundialmente por proteger os povos indígenas sendo o idealizar o Parque do Xingu e patrono da arma de Comunicações do Exército Brasileiro, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por duas vezes, viajou com ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, em 1913 pelos rios de Mato Grosso, e também trouxe junto a Comissão das Linhas Telegráficas nomes com Luiz Bueno Horta Barbosa para estudar doenças tropicais da Amazônia, como a malária, entre tantas outros feitos que ecoam nos dias atuais, através do desenvolvimento de medicações, fundação de cidades e de um estado: “Rondônia”.
Quando governador (1983-86) uma das minhas ações foi justamente transformar o dia 05 de maio, no dia de Rondon. Por anos, aconteceram inúmeras solenidades na Praça Alencastro, encabeçadas pela Sociedade dos Amigos de Rondon, que teve como um dos seus presidentes o pesquisador Ramis Bucair, entidade da qual tenho a honra de ser também sócio-presidente de honra.

Apesar da extensa biografia, é muito triste perceber que nos esquecemos de nosso ilustre conterrâneo, o Marechal, cada vez menos lembrado entre as novas gerações. Apesar deste emprestar o seu nome a uma comenda na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, faltam iniciativas para trazer sua trajetória à luz dos dias atuais.
Rondon é inquestionavelmente um nome que faria bem aos jovens de Mato Grosso, cada vez mais carentes de heróis e bons exemplos. Mas, como engajar crianças e adolescentes se sequer temos um Museu dedicado ao nosso herói? O memorial Rondon ativo hoje está em Rondônia, muito distantes de sua terra natal.
Enquanto isso, nosso memorial, erguido na cidade natal de Rondon, segue fechado. Construído em meio às paisagens exuberantes do Pantanal mato-grossense, no distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, o Memorial Marechal Rondon é um espaço histórico e simbólico. Situado no lugar onde Rondon nasceu, abrigou objetos, fotografias, documentos e reproduções em um dos poucos espaços que ajudavam a contar a trajetória de um dos brasileiros mais respeitados internacionalmente, e que fez uma trajetória a partir do estudo, nascendo em uma família humilde em uma cidade do Pantanal.
Mas, o Memorial Rondon segue fechado, sem que os jovens tenham a oportunidade de conhecerem os caminhos de Rondon. Idealizado em 1997, no governo Dante de Oliveira, o Memorial teve obras iniciadas em 2001, na gestão do então governador Blairo Maggi e desde então acumula paralisações. A construção nunca foi concluída definitivamente. A reforma atual previa recuperação estrutural, revisão elétrica e hidráulica, climatização e melhorias na acessibilidade. A nova paralisação prolonga um ciclo que mantém fechado um espaço de importância histórica e cultural para Mato Grosso
Apesar da promessa de reinauguração, no aniversário de 161 anos do nosso Marechal, temos pouco a comemorar e a oferecer a sua memória.
Em pronunciamento na Sessão desta quarta-feira (14), o deputado Júlio Campos defendeu que a Assembleia destine emenda de R$ 31,2 milhões de reais e apoie o pedido do Ministério Público salvar o Hospital Santa Casa.
“Se cada um dos deputados destinar cerca de R$ 1,3 milhão, teríamos recursos para garantir o funcionamento do hospital. Inclusive, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, me garantiu esta manhã que vai somar recursos aos da Assembleia para salvarmos a Santa.”, afirmou Júlio Campos em pronunciamento na Sessão.

Garantir a continuidade do atendimento à saúde pública ofertado pelo Hospital Santa Casa é uma das principais bandeiras do mandato do deputado Júlio Campos. “Precisamos salvar o nosso patrimônio histórico que presta relevantes serviços públicos as pessoas mais humildes de Cuiabá e de todo Mato Grosso e, que, há mais de dois anos está sob intervenção do estado. A Santa Casa vai além de um Patrimônio Cultural, existe todo um aparelhamento técnico voltado para saúde a ser considerado. Ali, são mais de cinco centros cirúrgicos, o melhor tratamento do câncer para as nossas crianças, temos centenas de equipamentos para a hemodiálise, além do pronto atendimento infantil”, afirmou o vice-presidente da ALMT.
O deputado também citou durante o seu pronunciamento a necessidade do legislativo responder a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso. A portaria do promotor Clóvis de Almeida Júnior, destinada a todos entes públicos com objetivo de promover a garantia da continuidade e efetividade da política pública de saúde e a preservação do patrimônio cultural da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá antes de abril, quando acaba o prazo final para que o Estado entregue a administração da Santa Casa.
Para evitar a deterioração do hospital, após a entrega estadual, e quitar dívidas trabalhistas de R$ 48 milhões, já aconteceram dois leilões da Santa Casa sem proponentes em 2025.
Avaliado em R$ 78 milhões, o primeiro Leilão foi em agosto com preço equivalente a 70% da avaliação de R$ 54,7 milhões. A segunda etapa de venda era voltada a iniciativa particular e ocorreu em outubro, com preço reduzido de R$39,1 milhões. Mas, nem essa redução atraiu interessados.A transferência dos serviços de saúde ofertados pela Santa Casa para o Hospital Central e outras unidades do estado começará em 19 de janeiro de forma escalonada até abril.
“Não é porque estamos felizes com a inauguração do Hospital Central que vamos abandonar a Santa Casa. Fui eu, como governador, em 1984, que idealizei e comecei a construção deste novo hospital, que infelizmente foi preterida por outros governos. Mas a proposta inicial sempre foi de aumento de leitos e não de substituição. Uma vez que a Capital sempre será sobrecarregada pela demanda que vem do interior. Mesmo com o Hospital Central, ainda precisamos da Santa Casa.”, concluiu o deputado Júlio Campos.

Entidade bicentenária
A história do Hospital Santa Casa de Mato Grosso (Cuiabá) começa no século XVIII, fundada por herança e inaugurada em 1817, sendo um marco da arquitetura colonial e o primeiro hospital da capital, com forte tradição filantrópica e atendimento ao SUS. A Santa Casa enfrentou graves crises financeiras que levaram à requisição pelo Governo em 2019, transformando-se no Hospital Estadual Santa Casa, focado em pediatria e alta complexidade, mantendo seu legado de solidariedade.
“É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do nosso querido amigo, deputado Oscar Ribeiro, que atuou como Presidente e primeiro-Secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e, também, Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Oscar Ribeiro foi secretário de Estado de Educação e Cultura e Administração nos Governos Pedro Pedrossian (1966-71) e também tive a honra de tê-lo ao meu lado como secretário do governo Júlio Campos (1983-86). Ele tinha completado 89 anos e sofria de Alzheimer há 9 anos. Será sempre lembrado como um grande presidente do PFL e do DEM em Mato Grosso”, afirmou o deputado Júlio Campos.
Oscar Ribeiro iniciou sua vida pública como prefeito de Rosário Oeste, em 1970. Também foi deputado estadual por três mandatos, entre 1975 e 1987. No Parlamento estadual, foi presidente da Assembleia de 1979 a 1981, e líder do governo de 1981 a 1982 e de 1984 a 1986. Foi autor da Emenda Constitucional que garante aposentadoria especial aos professores e legislações que contribuíram para a criação de municípios de Brasnorte, Jangada, Juína e São José do Rio Claro.
“Ribeiro será sempre lembrado como um dos mais honrados e dignos políticos da sua geração, e também um amigo leal. Nosso pesar aos seus familiares e amigos. Rogo a Jesus Cristo e a Nossa Senhora do Rosário que lhe dê o descanso eterno. Obrigado, meu amigo”, afirmou Júlio Campos.
O velório será a partir das 10 horas na Funerária Santa Rita em Cuiabá, e o sepultamento às 17 horas no Cemitério da Piedade, no Centro de Cuiabá.



